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Equipamentos diversos obrigatórios

OBJECTIVO

Verificar a existência e conformidade de equipamentos que obrigatoriamente devem equipar os veículos, face à sua utilização e tipo.
 
INSPECÇÃO
 
Todos os veículos
 
- Triângulo de pré-sinalização
 
Verifica-se a existência, homologação, modelo e estado de conservação
 
- Colete retroreflector
 
Verifica-se a existência, homologação,  modelo e estado de conservação
 
- Cintos de Segurança
 
Verificar se cada banco, que requer um cinto de segurança está equipado com um cinto do tipo apropriado e homologado para o veículo.
Examinar o estado do tecido de todos os cintos de segurança por causa de cortes e outros indícios de deterioração. Prestar maior atenção ao tecido à volta das cavilhas, fivelas e ilhós.
Examinar para cada cinto o estado dos mecanismos de ligação e de regulação.
Verificar, se existir, se o dispositivo pré-tensor está activado.
 
Avisador sonoro
 
Verifica-se o funcionamento do avisador sonoro. Verificar, caso exista avisador pneumático, a existência e funcionamento do comutador.
 
Velocímetro
 
Verifica-se o velocímetro ou controlador de velocidade, funcionamento e escala em quilómetros obrigatoriamente
 
Conta-quilómetros (odómetro)
 
Verifica-se o funcionamento e a grandeza medida. Na ficha de inspecção deve ser colocado o valor lido em Kms e em observações a indicação de que também lê em Milhas.
 
Para determinadas utilizações e tipos de veículos
 
- Extintor
 
Verifica-se a existência,
 
Modelo e marca de homologação
 
Validade
Estado de conservação e acessibilidade
 
Existência de instruções em Português 

Cabine, carroçaria e estado geral

OBJECTIVO
 
Verificação do estado geral do veículo, através de exame visual.
 
CONSIDERAÇÕES TÉCNICAS
 
Corrosão
 
Dado ser a corrosão um dos aspectos mais importantes na inspecção das condições gerais da estrutura do veículo, convém ter em consideração que:
 
O efeito da corrosão na segurança dum veículo depende da sua extensão na área na qual ocorre.
 
Uma ligeira corrosão numa parte importante da estrutura dum veículo, pode tornar um veículo inseguro, quando destrói a continuidade da estrutura do suporte de carga. Por outro lado, a corrosão profunda em áreas não importantes, poderá não afectar a segurança do veículo.
 
Tendo identificado os elementos importantes de suporte de carga, o Inspector verifica se elas estão excessivamente corroídas, primeiro através duma inspecção visual e depois através da pressão do dedo polegar. Se necessário, é feita uma raspagem ou um percutimento leve das áreas afectadas com uma ferramenta que auxilie a avaliação da corrosão. O metal excessivamente corroído emite um som monótono, que o metal não afectado não faz.
 
ESTRUTURA DO VEÍCULO – INSPECÇÃO VISUAL
 
A Inspecção visual consiste em:
 
Avaliar visualmente o estado da carroçaria e do chassis na proximidade dos pontos de suporte.
Verificar se há sinais de acidentes e reparações.
Verificar o correcto funcionamento dos fechos, portas, vidros, espelhos, etc.
 
Chassis – Carroçaria
 
Os veículos devem estar construídos e equipados para que não tenham no seu exterior adornos ou outros objectos com arestas salientes que apresentem perigo para os seus ocupantes ou para os utentes da via pública. Em concreto, os órgãos mecânicos e os equipamentos complementares devem estar construídos e protegidos de modo a que durante o seu funcionamento e utilização não constituam perigo para as pessoas, ainda que o veículo esteja parado.
 
Portanto a carroçaria deve estar livre de defeitos que possam afectar a integridade do veículo ou a segurança das pessoas.
 
Cabina e Carroçaria
 
Estado Geral e Fixação
 
Bagageira
 
Verifica-se o estado de corrosão do fundo, da cobertura e eventuais indícios de acidente.
 
A eficiência da fechadura.
 
A existência de carga que possa eventualmente influenciar o controlo da orientação dos faróis.
 
Exterior do Veículo
 
Portas
 
Verifica-se o estado de funcionamento e fixação dos montantes;
 
Avalia-se o estado de corrosão.
 
As portas dos veículos devem ter fechaduras e órgãos de fixação de modo que impeçam a sua abertura e permitam a evacuação dos ocupantes em caso de acidente.
 
Os degraus ou estribos e maçanetas devem oferecer a segurança adequada para o uso a que estão destinados, devendo estar livre de arestas cortantes e fendas ou fissuras que podem por em perigo as pessoas ou dificultar a sua função.
 
É ainda verificado:
 
O bom funcionamento das fechaduras que impede a abertura não desejada das portas.
 
O estado das dobradiças das portas
 
A existência de degraus
 
Que os degraus mantenham a sua qualidade anti derrapante
 
A existência e estado das maçaneta quando são obrigatórios
 
A existência de dispositivos estabelecidos que permitam a abertura e o fecho das portas do veículo, tanto no exterior como no interior do mesmo.
 
Vidros – Fixação e estanquicidade nos seus chassis, verificando se obedecem às prescrições regulamentares, verificação do estado do pára-brisas, da eventual deformação óptica e da marca de homologação.
 
Retrovisores laterais – Quando requeridos, verifica-se a fixação, estado, estabilidade e possibilidade de regulação.
 
Pára-choques e protecção lateral – Verifica-se a correcta posição dos pára-choques e da protecção lateral, quando requerida, estado geral, fixação, inexistência ou modelos aplicados, não regulamentares
 
Guarda-lamas – Verificar o estado geral, em particular a fixação e corrosão.
 
Roda de reserva
 
No caso da roda de reserva estar fixada no exterior da carroçaria, o seu suporte deve garantir que não exista risco de se soltar ou desprender.
 
Inspecção do Compartimento do Motor
 
Com o compartimento do motor acessível, verifica-se:
Pontos de fixação da suspensão
Indícios de quaisquer acidentes sofridos
 
Motor – Estado geral, corrosão do compartimento e da “capot”a, eventuais fugas no dispositivo de servo-freio, reservatório de líquido de travões e do seu nível e partes do sistema de direcção.
 
INTERIOR DO VEÍCULO
 
1. OBJECTIVO
 
Verificar as condições técnicas do equipamento e acessórios existentes no interior do veículo.
 
2. INSPECÇÃO
 
O Inspector verifica visualmente:
 
- Habitáculo
 
O estado de limpeza do habitáculo, em particular quando se trate de transporte público de passageiros.
 
O estado do piso do habitáculo, nomeadamente nos veículos de transporte público de passageiros.
 
Direcção
 
O estado do volante (eventuais reparações ou modelo não regulamentar)
 
Posições do volante quando as rodas estão direitas
 
A fixação do volante (um deslocamento excessivo do centro do volante para cima ou para baixo, significa fixação defeituosa)
 
Folgas do volante (oscilando ligeiramente à esquerda e à direita num plano perpendicular à coluna de direcção sem provocar o virar das rodas directrizes)
 
Estado da coluna de direcção (exercer alternativamente tracção e compressão no volante).
 
Verifica o funcionamento do sistema de apoio à direcção (direcção assistida), desligando/ligando o motor.
 
Pedais de manobra na condução
 
Verificar o estado e as condições anti-escorregamento.
 
Sistema Anti-roubo
 
Verificar o bom estado de funcionamento (para o efeito deve ser tomado em consideração o tipo de sistema. No caso de actuar sobre a direcção deve ser verificado o bloqueio da mesma quando é retirada a chave de ignição).
 
Banco do condutor
 
Verifica o estado de conservação, fixação, mecanismo de regulação, dimensões e espaçamento.
 
Bancos dos passageiros
 
Verifica:
 
Se o número de lugares corresponde com a documentação do veículo.
 
A fixação dos bancos à estrutura.
 
A adequação à sua função.
 
Que não apresentem nenhum elemento deteriorado a solta que possa causar lesões aos ocupantes do veículo.
 
A acessibilidade a lugares posteriores.
 
Portas
 
No caso dos autocarros providos de portas com comando pneumático, controla-se o sistema de abertura e fecho das mesmas, verificando se o(s) reservatórios está(ão) sob pressão, através do manómetro existente no veículo.
 
Para todos os casos verifica-se a condição de abertura e fecho e o sistema de abertura e fecho das portas.
 
Saídas de emergência (veículos de transporte público de passageiros)
 
Verifica-se a existência de saídas de emergência e as condições de sinalização e visibilidade para os passageiros bem como se são de modelo homologado.
 
Verifica-se a existência de martelos de quebra de vidros nos veículos.
 
Sistemas de ventilação, aquecimento e cortinas (transporte público de passageiros)
 
Verifica-se a existência de cortina de protecção solar para os passageiros.
 
Verifica-se a existência e funcionamento do sistema de aquecimento ambiente.
 
Verifica-se a existência e funcionamento do sistema de desembaciador do pára-brisas.
 
Verifica-se a existência e funcionamento do sistema de ventilação ambiente.
 
Sinalização sonora e luminosa interior
 
Verifica-se a existência e funcionamento da sinalização sonora e luminosa de aviso aos passageiros.
 
Painéis de separação em veículos de mercadorias
 
Verifica-se a conformidade e estado de fixação do sistema.
 
DISPOSITIVO MECÂNICO DE ENGATE
 
OBJECTIVO
 
Verificar as condições técnicas e o estado de funcionamento e manutenção do dispositivo de engate entre o veículo tractor e o reboque ou semi-reboque.
 
1. DISPOSITIVO DE ENGATE
 
Os dispositivos de engate a instalar em veículos Ligeiros devem estar devidamente homologados.
 
2. OUTROS REQUISITOS
 
Os dispositivos mecânicos, pneumáticos e eléctricos de ligação entre um veículo tractor e o seu reboque devem ser compatíveis.

Emissão de Gases

SISTEMA DE ESCAPE – Emissões
 
OBJECTIVO
 
REQUISITOS
 
Verificações preliminares no veículo antes de realizar o ensaio
 
O sistema de escape se encontra homologado.
 
O sistema de escape da viatura, confirmando a não existência de fugas ao longo de toda a conduta e panelas.
 
Caso exista, o estado do catalizador e sonda lambda.
 
A existência de reparações inadequadas.
 
O estado dos suportes.
 
A existência de emissões de óleo provenientes do motor.
 
A existência de emissões de vapores de óleo.
 
INSPECÇÃO E MÉTODO DE ENSAIO
 
Verificar visualmente a eventual existência de emissões de óleos e o sistema de escape de gases provenientes da combustão, bem como o bom estado de circuito de escape e silenciador.
 
CONTROLE DA EMISSÕES DE GASES – Ignição por faísca (Ciclo OTTO)
 
OBJECTIVO
 
Controlar a emissão dos gases de escape nos motores a gasolina, por medição do teor de “CO” e do valor de Lambda quando aplicável.
 
EQUIPAMENTO / MÉTODO DE ENSAIO
 
Analisador de gases por infravermelhos (análise a quatro gases: CO; CO2; O2; HC; NOX e valor de Lambda).
 
PROCEDIMENTO
 
Verificações preliminares no veículo antes de realizar o ensaio
 
Que o motor se encontra à temperatura normal de serviço.
 
Que o regime do motor é adequado ao teste de (ralenti ou moderadamente acelerado) de acordo com o legalmente estabelecido.
 
Se o veículo está equipado com sistema catalítico e sonda lambda ou com sistema de escape normal.
 
CONTROLE DA EMISSÕES DE GASES – Ignição por compressão (Ciclo DIESEL)
 
OBJECTIVO
 
ESPECIFICAÇÕES GERAIS
 
O procedimento de inspecção aplicar-se-á a veículos equipados com motores com ignição por compressão (ciclo Diesel).
 
INSPECÇÃO
 
Verificações preliminares no veículo antes de realizar o teste
 
Que no pedal do acelerador não existe qualquer limitador de curso.
 
Que não há qualquer modificação do sistema original de escape (sistema homologado).
 
Se o sistema de aquecimento está desligado.
 
Que o motor se encontra à temperatura normal de serviço.
 
Em viaturas pesadas, com sistemas de travão designado de montanha, confirma-se que se encontra desligado.
 
A posição do descompressor (devendo manter-se em posição de todo aberto).
 
Verificar que a ponteira de saída dos fumos é adequada e dimensionalmente compatível a ponteira a utilizar.
 
A acessibilidade da saída do escape, em relação à extensão do tubo de recolha de fumos (adequando para tal a melhor solução.)
 
Como acção complementar do ensaio realizado, aquando da passagem do veículo pela fossa e com o motor em funcionamento, o inspector deve verificar o sistema de escape, confirmando a eventual existência de fugas ao longo de todas as condutas e panelas.

Alinhamento de direcção

OBJECTIVO
 
Medir o alinhamento das rodas directrizes dos veículos automóveis e verificar o estado mecânico dos componentes da direcção.
 
MÉTODOS DE ENSAIO
 
- Exame visual
- Exame mecanizado – Ripómetro
 
INSPECÇÃO
 
Procedimento
 
Alinhamento da direcção
 
Ensaio
 
O veículo deve apresentar-se com a pressão correcta de ar nos pneumáticos.
 
O desalinhamento das rodas directrizes provoca um movimento lateral na placa, sendo esse movimento quantificado pelo número de milímetros de deslocação lateral.
 
Com a simples passagem sobre a placa é possível saber quantos milímetros por metro, (ou metros por quilometro) a direcção se encontra convergente (Toe-in) ou divergente (Toe-out), consoante a deslocação do prato seja respectivamente para a esquerda ou para a direita.
 
Durante o ensaio o volante deve estar “solto” pelo que não deverá ser efectuada qualquer correcção ao volante.
 
ESTADO MECÂNICO DA DIRECÇÃO E VOLANTE
 
Condições de Ensaio
 
O veículo deve apresentar-se convenientemente limpo, por baixo, permitindo uma observação eficaz de todos os órgãos mecânicos.
 
Não são permitidas fugas de fluido lubrificante.
 
Controlo de Volante e Coluna de Direcção
 
Rodar o volante para verificar a folga radial e a existência de resistências ao movimento, estando o inspector na posição normal de condução.
 
Fazer ligeira pressão, quer no sentido ascendente quer no descendente da coluna, para verificar a fixação de volante e coluna de direcção.
 
Controlo da Caixa de Direcção
 
Com o auxilio do apresentante do veículo, provocar movimentos alternados à direcção, para a esquerda e direita, verificando visualmente:
 
Pontos de fixação da caixa de direcção ao quadro.
 
Fugas de lubrificante
 
Estado de conservação da caixa
 
Estado de conservação dos guarda-pós
 
Controlo da Barra de Direcção, Tirantes e Rótulas
 
Com o movimento alternado indicado no ponto anterior, o inspector deve verificar visualmente se existem anomalias nos seguintes órgãos:
 
Tirantes
 
Articulações
 
Rótulas de direcção
 
Caixa de direcção
 
Deve ainda verificar o estado de funcionamento destes órgãos procurando a existência de:
 
Deformações
 
Folgas
 
Soldadura
 
Fissuras
 
Veículos com Direcção Assistida
 
Com o motor a funcionar, o inspector deve controlar visualmente se o sistema funciona accionando o volante, devendo posteriormente verificar se existem fugas no sistema e o nível de fluido hidráulico quando visível.
 
Para efectuar o controlo dos órgãos referidos no ponto anterior, o condutor deve com o motor parado, efectuar o movimento alternado, sem forçar, para que seja possível verificar o estado mecânico da direcção e seus componentes.
 
Mediante inspecção visual verificar:
 
A existência de fugas.
 
A fixação da bomba e tubagens.
 
O estado da bomba.
 
A tensão da correia que a incorpora.
 
O nível de fluído, se é possível.

Sistema de Travagem

OBJECTIVO
 
Verificar o sistema de travagem do veículo.
 
MÉTODO
 
O sistema de travagem é verificado visualmente e com o auxilio dos seguintes equipamentos de medição:
 
Frenómetro de rolos
 
Desacelarógrafo
 
Equipamento de “rolos livres”
 
Frenómetro de rolos
 
O frenómetro mede em contínuo as forças de travagem (F), e simultaneamente, as forças verticais aplicadas pelo veículo sobre o frenómetro. No momento em que os eixos do veículo se apoiam sobre o frenómetro, o sistema de pesagem avalia o peso estático e, durante o ensaio, determina o peso dinâmico, registando o seu valor no momento em que as forças de travagem são máximas.
 
O valor das forças de travagem pode ser influenciado por diferentes factores, tais como a velocidade, o piso, os pneus, a temperatura e outros.
 
Desaccelerógrafo
 
É justificado o uso do desacelerógrafo apenas nos casos em que, devido ás características dos veículos, não seja exequível o ensaio no frenómetro.
 
INSPECÇÃO
 
MÉTODOS DE ENSAIO
 
Esta inspecção é realizada por meio de um frenómetro ou dispositivo adequado, onde se verificará cada um dos eixos do veículo, comprovando:
 
A força de travagem das rodas.
 
O desequilíbrio das forças de travagem entre as rodas de um mesmo eixo.
 
A progressão não gradual.
 
O atraso anormal no funcionamento dos travões em qualquer uma das rodas.
 
A variação das forças de travagem de uma das rodas devido à ovalização dos tambores ou deformações em discos
 
A existência de forças de travagem sem acção sobre o pedal do travão
 
A eficácia
 
Travão de estacionamento
 
Esta inspecção realiza-se no frenómetro ou dispositivo adequado. Verifica -se no mesmo cada um dos eixos do veículo sobre os quais o travão de estacionamento actua, comprovando:
 
A sua eficiência.
 
A colocação do trinque do travão de estacionamento.
 
Existe desgaste excessivo do eixo da alavanca ou do mecanismo de trinque.
 
O curso excessivo e folgas laterais da alavanca
 
PEDAL DO TRAVÃO
 
Mediante inspecção visual e pisando várias vezes no pedal do travão, verifica-se:
 
O movimento e curso do pedal.
 
O revestimento anti deslizante.
 
O estado.
 
TUBOS DOS TRAVÕES RÍGIDOS E FLEXIVEIS
 
Método
 
Mediante inspecção visual, se comprovará se:
 
Estão defeituosos, danificados ou excessivamente corroídos.
 
Existem perdas nos tubos ou nas conexões com os manguitos.
 
A sua fixação é correcta.
 
Se a colocação pode afectar a sua integridade.
 
CINTAS E CALÇOS
 
Geral
 
Ao não estar autorizada a desmontagem das rodas para realizar esta verificação, pode ser impossível efectuá-la mediante inspecção visual. Contudo, nos casos em que o desgaste dos ferodos das maxilas não possa comprovar-se de fora ou debaixo do veículo, podem ser usadas as informações dos dispositivos acústicos ou ópticos que avisem o condutor quando tem de substituir o ferodo.
 
Método
 
Mediante inspecção visual, se verifica-se (nos casos em que é possível) se:
 
Os ferodos de travão apresentam desgaste excessivo.
 
Os ferodos de travão apresentam impregnação de óleo, sujidade, etc.
 
O sinal de aviso, ao accionar o contacto, não permanece ligado, sempre que o travão de estacionamento não está accionado.
 
TAMBORES E DISCOS
 
Método
 
Mediante inspecção visual, verifica-se (nos casos em que é possível) se:
 
Os discos e/ou de calços estão desgastados excessivamente na sua superfície activa, estão gretados ou partidos.
 
Os discos e/ou tambores estão impregnados de óleo, sujidade, etc.
 
Os suportes são seguros.
 
CABOS, ALAVANCAS E LIGAÇÕES
 
Método
 
Mediante inspecção visual, verificar se:
 
O estado dos cabos, defeituosos, enrolados, desfeitos, desgastados ou corrosão excessiva.
 
Se as uniões com os cabos ou alavancas estão defeituosas.
 
Se existe qualquer restrição ao funcionamento livre do sistema de travões.
 
O aparecimento de qualquer movimento anormal das alavancas, ou ligações que indique uma desafinação ou desgaste excessivo.
 
CILINDROS DO SISTEMA DE TRAVAGEM
 
Método
 
Mediante inspecção visual, verificar:
 
Estão fendidos, defeituosos ou apresentam corrosão excessiva.
 
A sua montagem é insegura ou inadequada.
 
O percurso da haste do cilindro é excessivo.
 
Se há danos excessivos ou percas da guarda de protecção contra o pó.
 
COMPENSADOR AUTOMÁTICO DE TRAVAGEM EM FUNÇÃO DA CARGA
 
Geral
 
Esta alínea não pressupõe a existência obrigatória deste dispositivo num circuito de travões, embora em caso de estar equipado com o mesmo deve cumprir com o que se indica.
 
Método
 
Mediante inspecção visual, verificar (naqueles casos em que seja possível):
 
Sua ligação.
 
O funcionamento.
 
Se está apertado ou inoperativo.
 
AJUSTADORES DE CARGA AUTOMÁTICO
 
Geral
 
Esta alínea não pressupõe a existência obrigatória deste dispositivo num circuito de travões embora em caso de estar equipado com o mesmo deve cumprir com o que se indica.
 
Método
 
Mediante inspecção visual, verificar se é possível:
 
Que não apresentem tensão ou movimento anormal.
 
Um desgaste excessivo ou um ajuste defeituoso.
 
Se o seu funcionamento é adequado.

Sistema de Suspensão

OBJECTIVO
 
Verificar o estado geral do veículo, incidindo as verificações sobre os eixos, rodas e transmissão, detectar eventuais folgas na direcção, suspensão e órgãos de transmissão, deformações, fissuras e corrosão no lado interior das jantes assim como as deformações nas paredes interiores dos pneus avaliando, como complemento.
 
EQUIPAMENTO / MÉTODOS DE ENSAIO
 
Banco de Suspensão
 
Fossa com macaco (veículos pesados) e detector de folgas
 
Detector de folgas
 
CONDIÇÕES DE ENSAIO
 
O veículo deve apresentar-se convenientemente limpo por baixo, de forma a permitir uma observação eficaz.
 
Não são permitidas fugas de combustível ou de óleo.
 
O veículo é posicionado sobre a fossa ou elevador com rodas alinhadas sobre as placas detectoras de folgas.
 
Após o posicionamento do veículo sobre a fossa ou elevador o motor deve ser desligado.
 
O macaco de fossa deve ser utilizado sempre que o inspector tiver dúvidas sobre qualquer folga que esteja a visualizar.
 
Os movimentos do detector de folgas são comandados pelo inspector que se encontra dentro da fossa.
 
O apresentante do veículo deve manter firme o volante de direcção, bloquear e soltar sucessivamente o travão de serviço, de acordo com as instruções do inspector.
 
INSPECÇÃO
 
Eficiência da Suspensão
 
A suspensão tem por fim garantir a comodidade, segurança e protecção dos passageiros e do próprio veículo, contra impactos derivados, por exemplo, das irregularidades dos pavimentos.
 
A inspecção do sistema de suspensão tem como objectivo a detecção de deficiências que afectem a segurança, estabilidade e aderência, em particular aquelas, que pela sua gravidade ponham em risco a segurança de pessoas e bens, na via pública.
 
O veículo é submetido a um ensaio mecanizado (banco de suspensão) que mede a eficiência da suspensão em cada roda de forma a avaliar o seu desequilíbrio por eixo.
 
Estado mecânico da suspensão
 
O veículo deve ser colocado na fossa e utiliza-se um detector de folgas.
 
Mediante inspecção visual do estado mecânico dos componentes dos diferentes eixos do veículo, verificar:
 
As reparações mediante soldadura.
 
As deformações, defeitos, fissuras, corrosão acusada.
 
As fixações inadequadas ou deformadas.
 
As fixações com desgaste excessivo.
 
Os rolamentos das rodas, freios cavilhões e terminais de direcção.
 
A existência de folgas transversais e axiais.
 
Rodas
 
Mediante inspecção visual, verificar a correcta fixação das jantes, em concreto:
 
As porcas ou parafusos.
 
A existência de deformações ou amolgaduras.
 
A existência de roturas.
 
A existência de corrosão.
 
Pneus
 
Geral
 
Os veículos de motor, reboques, semi-reboques e as máquinas rebocadas, devem ter as suas rodas equipadas de pneus (novos ou recauchutados), homologados. As dimensões, características e configuração dos mesmos serão as previstas pelo fabricante na homologação do veículo ou seus equivalentes.
 
Método
 
Mediante inspecção visual, verificar:
 
Dimensões e características dos pneus:
 
A marca da homologação.
 
As dimensões coincidentes ou equivalentes às que aparecem no livrete ou na homologação do tipo.
 
O índice de capacidade de carga e categoria de velocidade adequados às características do veiculo.
 
No mesmo eixo, todos os pneumáticos serão do mesmo tipo.
 
Que a profundidade das ranhuras principais da faixa de rodagem cumpra as prescrições regulamentadas.
 
Se os pneumáticos foram reestruturados que venham marcados com a palavra REGROOVABLE e o símbolo w.
 
A inexistência de desgaste irregular na faixa de rodagem.
 
A inexistência de ampolas, deformações anormais, roturas ou outros sinais que evidenciem o descolar de alguma capa nos flancos ou da faixa de rodagem.
 
A inexistência de cabos ao descoberto, fendas ou sintomas de rotura da carcaça.
 
A montagem correcta de pneumáticos unidireccionais.
 
A adequabilidade do índice de capacidade carda e índice de velocidade.
 
A existência de reparações que coloquem em causa a estrutura do pneu, nomeadamente ao nível das paredes laterais.

Sistema de Iluminação e Visibilidade

VISIBILIDADE – CAMPO DE VISIBILIDADE
 
OBJECTIVO
 
Verificar o campo de visão e o estado dos vidros.
 
CAMPO DE VISÃO
 
Entende-se que a visibilidade é reduzida ou insuficiente sempre que o condutor não possa avistar a faixa de rodagem em toda a sua largura numa extensão de, pelo menos, 50 metros e deve poder observar a via a partir de, no mínimo, 3,5 metros da frente do veículo.
 
INSPECÇÃO
 
Inspecção visual efectuada no lugar do condutor, observando todo o campo de visibilidade.
 
Verificam-se todos os vidros à frente, retaguarda e laterais correspondem às prescrições regulamentares; fixação e estanquicidade nos seus chassis.
 
Verifica-se, para todos os vidros, o estado, fendas ou estaladelas, deformação óptica, marca de homologação.
 
Verifica-se que os vidros estão isentos de autocolante e o/ou objectos que interfiram com o campo de visibilidade, excepto a colocação legalmente autorizada de películas homologadas, bem como as colocações regulamentares, nomeadamente os relativos a seguro, inspecção e impostos.
 
VISIBILIDADE – Limpa pára-brisas, Palas de Protecção solar
 
OBJECTIVO
 
Verificar o estado e funcionamento das palas de protecção solar e o estado e funcionamento das escovas limpa-vidros e o sistema de lava-vidros, garantindo-se as condições de visibilidade para o condutor.
 
PALAS DE PROTECÇÃO SOLAR
 
Requisitos regulamentares
 
Os pára-brisas devem possuir um dispositivo destinado a impedir o encandeamento do condutor pela luz do sol.
 
Inspecção
 
Inspecção visual
 
Verificar a fixação e a capacidade de rotação da pala de sol.
 
LIMPA-VIDROS E LAVA-VIDROS
 
Requisitos regulamentares
 
Os veículos automóveis ligeiros e pesados devem possuir um limpador automático de pára-brisas.
 
Os pára-brisas devem possuir um limpador automático cuja superfície de acção seja suficiente para que o condutor possa ver, através dela, a via em que transita.
 
Inspecção
 
Para o bom desempenho nas verificações e exames a efectuar pelo inspector é necessária a colaboração do condutor do veículo, que executa as instruções dadas pelo inspector.
 
Verifica-se o bom funcionamento do limpa-vidros e do lava-vidros.
 
Verifica-se o estado das escovas do limpa pára-brisas e se estas cobrem uma superfície suficiente para garantir uma boa visibilidade
 
VISIBILIDADE- Espelhos Retrovisores
 
OBJECTIVO
 
Verificar o estado e operacionalidade dos espelhos retrovisores.
 
REQUISITOS REGULAMENTARES
 
Considerações
 
Os automóveis ligeiros e pesados,  devem possuir um espelho retrovisor interior e dois exteriores colocados, um de cada lado do veículo, de forma a permitir ao condutor a fácil observação da via numa extensão de, pelo menos, 100 m.
 
VISIBILIDADE – Dispositivos de Iluminação e sinalização Luminosa
 
OBJECTIVO
 
Verificar o correcto funcionamento e o estado do sistema de iluminação e sinalização do veículo.
 
DISPOSITIVOS DE ILUMINAÇÃO OBRIGATÓRIOS E FACULTATIVOS
 
Dispositivos de Iluminação obrigatórios
 
Luzes de cruzamento (médios)
 
Luzes de estrada (máximos)
 
Luzes de presença à frente
 
Luzes de presença atrás
 
Luzes de iluminação da chapa de matrícula à retaguarda
 
Luzes de travagem
 
Luzes de travagem, dispositivo categoria S3, (vulgo 3º stop)
 
Luzes de nevoeiro à retaguarda
 
Luzes indicadoras de mudança de direcção e sinalizadores de perigo.
 
Luzes de marcha-atrás.
 
Outras luzes regulamentares
 
Reflectores
 
Chapas retro-reflectoras
 
Luzes laranja intermitentes (marcha lenta)
 
Luzes azul intermitente (marcha rápida)
 
Dispositivos luminosos para táxis
 
Luzes facultativas
 
Luzes de nevoeiro à frente
 
Luzes de estacionamento
 
Luzes de trabalho
 
INSPECÇÃO
 
Todo o sistema de iluminação e sinalização é inspeccionado, tendo em vista:
 
O estado
 
A fixação
 
O número regulamentar
 
A posição regulamentar
 
A intensidade, a cor e a simetria
 
As marcas de homologação
 
A instalação eléctrica
A conformidade com os regulamentos dos agrupamentos de faróis
 
A estanquicidade dos faróis
 
Todos os outros defeitos
 
LUZES DE ESTRADA, CRUZAMENTO E NEVOEIRO – Alinhamento e Intensidade Luminosa
 
OBJECTIVO
 
Verificar o funcionamento das luzes de estrada, cruzamento e de nevoeiro.
 
INSPECÇÃO
 
Método de Inspecção
 
Inspecção visual
 
Inspecção mecanizada – Regloscópio

Exames e ensaios

O veículo é colocado em posição correcta para o controlo da orientação dos faróis:

Verificação da Orientação dos Faróis de Médios e de Máximos
 
Controlo do estado, fixação, posição, simetria e funcionamento
Controlo da orientação dos faróis e qualidade do foco – Regloscópio

INSTALAÇÃO ELÉCTRICA
 
OBJECTIVO
 
Verificar o estado e condição da Instalação eléctrica do veículo, incidindo as verificações sobre a bateria, cabos, ligações e as protecções
 
Verificar a existência e adequada instalação das ligações para a conexão com o reboque e semi-reboque.
 
INSPECÇÃO
 
A Inspecção da instalação eléctrica incide sobre:
 
Bateria
 
Fixação
 
Ligações
 
Protecção das ligações
 
Cabos
 
Ligações
 
Condição de fixação e protecção da cablagem
 
Estado dos cabos
 
Ligações (conexões)
 
Estado das conexões
 
Estado das fixações
 
Protecção contra curto-circuitos
 
Protecções (fusíveis)
Ausência
Calibre de protecção incorrecto

Identificação do Veículo

ESPECIFICAÇÕES GERAIS
 
O veículo a inspeccionar deve ser identificado, confrontando-se o conteúdo técnico dos documentos com o veículo. Deve estar garantido que o veículo a inspeccionar está em conformidade e respeita o Código de Estrada.
 
Os documentos a apresentar são:
 
Ficha da última Inspecção (caso a possua)
 
Certificado de Matrícula, ou
 
Livrete e Título de Registo de Propriedade
 
Seguro Automóvel 
 
Outros documentos poderão ser aceites para comprovar a correcta identificação do veículo, nos seguintes casos:
                                                              
Documentos na posse da Conservatória de Registo Automóvel.
 
Documentos apreendidos pelas autoridades de Fiscalização.
 
Veículos apreendidos e que estejam a ser utilizados pelo Estado.
MÉTODO – Exame Visual
 
Mediante inspecção técnica comprova-se a conformidade dos dados de identificação revelados na documentação apresentada com o veículo a inspeccionar, podendo excepcionalmente recorrer a equipamentos auxiliares, como por exemplo fita métrica, bem como dos resultados dos pesos obtidos no ensaio de travagem.
 
NÚMERO DO QUADRO (chassis)
 
ESPECIFICAÇÕES GERAIS
 
Todo o veículo para efeitos de identificação, possui um número de identificação gravado ou inscrito de forma indelével no Quadro, estrutura autoportante ou qualquer outra estrutura análoga, que não seja susceptível de ser substituída, composto por 17 caracteres.
 
LOCALIZAÇÃO DO NÚMERO DO CHASSIS
 
O número de quadro (vulgo número de chassis ou NIV - Número de Identificação de Veículo) pode encontrar-se apenas gravado numa chapa de identificação (Chapa de Características) fixa e/ou no chassis e estar gravado no próprio chassis (gravação a frio, ou gravação com caneta eléctrica). Nos modelos mais recentes (homologados a partir de Janeiro de 1998), é obrigatório os veículos possuírem as duas gravações.
O local onde se encontra gravado este importante meio de identificação dos veículos diverge consoante a marca, modelo e até o ano de fabricação de um determinado veículo.
É importante que todos os proprietários de veículos tenham conhecimento do local exacto da gravação do número de quadro e que este seja mantido em bom estado de conservação, desobstruído, limpo e bem visível.
 
MÉTODO
 
Mediante inspecção visual do nº do Quadro do veículo comprova-se:
 
A sua existência
 
O seu estado (ilegível, aparente manipulação, etc.)
 
A coincidência com o número que consta na documentação
 
CHAPAS DE MATRÍCULA
 
ESPECIFICAÇÕES GERAIS
 
As Chapas de matrícula devem estar de acordo com os modelos previamente homologados.
 
1. MÉTODO
 
Mediante inspecção visual comprova-se:
 
A sua existência e número segundo o regulamento
 
O seu estado de legibilidade e conservação
 
A coincidência das inscrições com os dados que constam na documentação
 
A sua fixação